Livres Pensadores

Roosevelt Andolphato Tiago

Espiritismo somente com fidelidade em Allan Kardec
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Evangelho e lucidez

O Evangelho Segundo Espiritismo

Roosevelt Andolphato Tiago
www.roosevelt.net.br


No livro Obras Póstumas, que é o resultado de vários documentos e demais textos escritos por Allan
Kardec e encontrados depois de sua desencarnação em seu escritório, temos uma breve observação sobre a origem de O Evangelho Segundo o Espiritismo, onde teve como título original na primeira edição, Imitação do Evangelho. Somente na sequencia da primeira impressão, por influência de seu editor, o Sr. Didier entre outras pessoas, passou ao nome que temos hoje. Na expressão Imitação do Evangelho, vemos o desejo do Codificador em evidenciar que o original estaria preservado e que não era de seu interesse provocar alterações nele. Existe uma nota na obra citada, onde Allan Kardec aponta para o fato de que o novo trabalho ao qual se dedicava (O Evangelho Segundo o Espiritismo) não era de conhecimento de ninguém. A nota diz: “— Eu não havia dito a ninguém o assunto do livro no qual eu trabalhava; conservava o título tão secretamente, que o editor, Sr. Didier, só o conheceu quando da impressão”. Ainda com relação ao nascimento da notável obra, temos um diálogo entre os Espíritos e Allan Kardec, onde falando da obra (até então secreta), ele questiona:



“ — O que pensais da nova obra em que trabalho neste momento?”

A resposta mostra que o projeto da obra, para os Espíritos, nada tinha de secreto:

“— Este livro de doutrina terá uma influência considerável; aí abordas questões capitais, e, não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, mas a vida prática das nações nele haurirá excelentes instruções. Fizeste bem em abordar as questões de alta moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos. A dúvida deve ser destruída; a Terra e suas populações civilizadas estão prontas; já há bastante tempo que os amigos de além-túmulo a rotearam, lança, pois, a semente que te confiamos, porque já é tempo que a Terra gravite na ordem irradiante das esferas, e que saia, enfim, da penumbra e dos nevoeiros intelectuais. Termina tua obra, e conta com a proteção do teu guia, o guia de todos nós, e com o auxílio devotado de teus mais fiéis espíritos, em cujo número queira sempre incluir-me”.

Antes de seguirmos com o diálogo, o texto acima descreve a finalidade e a grandeza de O Evangelho Segundo o Espiritismo, tanto para a vida religiosa, quanto ou principalmente, para a condução da vida prática. Quanto mais se estuda essa obra, mais lhe identifica a grandeza e a atualidade do seu conteúdo, porém, cento e cinquenta anos para medirmos o adiantamento dos mundos e das civilizações é irrisório e numericamente insignificante, o que evidencia que essa obra muito ainda tem a fazer. Allan Kardec, diante do que já havia experimentado com O Livro dos Espíritos e reconhecendo a dominação religiosa da época, volta a perguntar aos Espíritos:

“— Que dirá o clero?”

“ — O clero gritará: heresia, porque verá que nele atacas decididamente as penas eternas e outros pontos sobre os quais ele apoia sua influência e seu crédito. Ele gritará tanto mais, quanto se sentirá muito mais ferido do que pela publicação de O Livro dos Espíritos, do qual, a rigor, podia aceitar os dados principais; mas, agora, vais entrar num novo caminho em que ele não poderá seguir-te.” “(...) Por outro lado, os Espíritas verão seu número aumentar em razão dessa espécie de perseguição, sobretudo vendo os padres acusarem de obra absolutamente demoníaca uma doutrina cuja moralidade brilhará como um raio de sol, pela publicação mesma do teu livro, e daqueles que se seguirão. (...)”

Na sequencia da resposta, encontramos o anúncio da proposta da obra em tirar o véu dos ensinamentos de Jesus: “Eis que se aproxima a hora em que te será necessário declarar abertamente o Espiritismo tal como ele é, e mostrar a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo; aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, deverás proclamar o Espiritismo como a única tradição realmente cristã, a única instituição verdadeiramente divina e humana”.

Após a beleza da resposta, que coloca a obra no altar do bom senso, ele traça o perfil que fez com que Allan Kardec fosse o eleito para a tarefa: “Escolhendo-te, os Espíritos sabiam da solidez das tuas convicções, e que a tua fé, como um muro de aço, resistiria a todos os ataques”.

E o perfil do Codificador segue sendo desenhado pelo Espírito comunicante:

“(...) eis que a hora das dificuldades chegou. Sim, caro Mestre, a grande batalha se prepara; o fanatismo e a intolerância, sustentados pelo êxito de tua propaganda, vão atacar-te, e aos teus, com armas envenenadas. (Kardec é chamado de mestre pelo Espírito, lembrando que a única autoridade respeitada por eles é a moral). E finalizando a resposta a conclusão destaca os cuidados de Jesus com Allan Kardec: “Prepara-te
para a luta. Tenho, porém, fé em ti, como tens fé em nós, e porque tua fé é daquelas que transportam montanhas e fazem caminhar sobre as águas. Coragem, pois, e que tua obra se complete. Conta conosco, e conta sobretudo com a grande alma do Mestre de todos nós, que te protege de uma maneira muito particular”.

Desde esse início, O Evangelho Segundo o Espiritismo, segue cumprindo seu papel de esclarecimento e libertação, mesmo que ainda possamos lhe considerar um desconhecido, pois que muitos creem que sua simples leitura seja suficiente para absorver-lhe a profundidade e plenitude.
Convenhamos que uma obra que nasce destinada a fornecer as diretrizes para a edificação da alma humana, e consequentemente promover o adiantamento do mundo, possui verdades que se revelam na medida em que crescemos em espírito, moralidade e intelectualidade.

Diferente de uma obra que pode ser lida simplesmente, O Evangelho Segundo o Espiritismo, deve caminhar ao lado do Espírita, corrigindo sua conduta e iluminando sua vida, independente dos outros livros ele esteja lendo...

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